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Solar Impulse 2 completa volta ao mundo apenas com energia solar

"Este voo representa o enrolar mais incrível desta aventura."

História foi feita muito cedo no dia 26 de julho, quando o primeiro voo tripulado, de só um lugar, alimentado exclusivamente por energia solar, foi concluído.
A circum-navegação movida a energia solar começou em Abu Dhabi em março de 2015, e a viagem, originalmente, deveria ter terminado cerca de cinco meses depois, em agosto. Mas uma combinação de tempo e falhas técnicas levaram a atrasos significativos, sendo que a aeronave Solar Impulse 2 passou a maior parte do inverno passado num hangar havaiano.

O voo de 40 mil quilómetros foi partilhado entre André Borschberg e o recordista em balões de ar quente, Bertrand Piccard, que alternaram as 17 etapas da viagem entre eles. A parte mais longa no ar ocorreu entre Japão e Havai, que, em 8924km, também bateu o recorde para o voo mais longo movido a energia solar e sem interrupções.
Bertrand Piccard levou 2 dias e 37 minutos para voar o Solar Impulse 2 do Cairo a Abu Dhabi, mas esta nem esteve perto da etapa mais longa desta viagem de 16 partes. A parte mais longa coube a André Borschberg de a fazer e fê-la por cima do oceano Pacifico, pilotando durante 4 dias, 21 horas e 51 minutos enquanto ia de Nagoia, no Japão, para Honolu, no Havai. Foi a capacidade de resistência dos dois pilotos que ditou a rota e as paragens regulares da viagem, em vez do próprio Solar Impulse 2, que teoricamente poderia voar para sempre, fornecido por 17,000 células fotovoltaicas instaladas nas asas.

A etapa final da viagem começou no Cairo a 24 de julho, e a aeronave pousou em Abu Dhabi 48 horas e 37 minutos depois. A aeronave passou um total de 23 dias no ar para alcançar a sua meta.
"O futuro é limpo. O futuro é você. O futuro é agora. Vamos levá-lo ainda mais longe", disse Piccard através de um microfone para aplausos e gritos de uma multidão que incluía o príncipe Alberto II do Mónaco.

Falando aos que se reuniram na pista do Aeroporto Executivo de Al Bateen em Abu Dhabi, Piccard disse que a viagem é mais que apenas um triunfo para a aviação - é uma grande conquista em energia.

"Viajámos 40,000 km sem combustível. Agora é a sua vez de levar isto ainda mais longe", disse Piccard. "Temos soluções diferentes, tecnologias suficientes. Nunca devemos aceitar um mundo poluído apenas porque as pessoas estão com medo de pensar de outra maneira. O futuro é limpo, o futuro é você, o futuro é agora".
O avião possuí enormes assas com 72 metros (mais largas que as de um 747) são cobertas por 269,5 metros quadrados de células fotovoltaicas. Durante o dia, as células dão energia a quatro motores elétricos com 14kW (17,4cv) e a quatro baterias de iões de lítio com 41kWh. Durante a noite, os motores são movidos pelas baterias. A velocidade máxima de cruzeiro quando o sol está em cima é de 49 nós (90km/h) e um pouco mais lenta à noite, atingindo 33 nós (60 km/h). A viagem pode ter levado muito mais tempo que o previsto, mas tem sido uma conquista colossal, uma que irá ficar nos livros de história da aviação.

Mas mais do que isso, o voo mostra o potencial das energias renováveis. E foi este o assunto do empreendimento todo - para demonstrar o que se pode ser alcançado sem se ter de recorrer a combustíveis fósseis.
The Verge
The Huffington Post
Inc
Gizmag
Imagens retiradas de:
Solar Impulse

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